Palavra são tão poderosas, que podem mudar totalmente o tipo de relacionamento que temos com nossos filhos.

Palavra são tão poderosas, que podem mudar totalmente o tipo de relacionamento que temos com nossos filhos.

Podemos crescer num ambiente insalubre na infância, com humilhações, xingamentos, exigências irreais, e, muitas vezes, acabamos internalizando que essa infelicidade geral na casa é nossa culpa. Nossa responsabilidade.

Então, quando adultos, podemos realmente dizer que estamos bem na vida adulta, podemos de fato normalizar uma infância dolorida, só porque o pânico, medo e dor que sentimos constantemente na infância não está mais visível?

Crianças não deveriam NUNCA ter medo de seus pais. Isso lhes deixa marcas eternas. 1907516_826726857411858_5764580584996208776_n

Anúncios
Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado , . Guardar link permanente.

Uma resposta para Palavra são tão poderosas, que podem mudar totalmente o tipo de relacionamento que temos com nossos filhos.

  1. Clarice E. da Cunha disse:

    Olá!
    Dia desses fiquei sem ação com o meu filho. Ele é uma criança perfeitamente normal: alegre, curioso, brincalhão, carinhoso e teimoso. Dificilmente temos algum problema com ele. Sempre conseguimos lidar com ele através de conversa, de carinho, de atenção. Sou seguidora da página no Facebook e tento fazer sempre o melhor. No entanto essa semana nosso Lucas nos deu sustos por dois dias seguidos. Na primeira noite ele ficou furioso porque eu disse que era hora de dormir e ele queria brincar. Por mais que eu tentasse explicar a ele que a hora de brincar já tinha passado (há muito, porque nós saímos de casa e voltamos meio tarde), ele simplesmente não aceitou. Começou a berrar, a me bater, a jogar coisas no chão. Eu tentei acalma-lo de todas as formas que eu conheço: primeiro falei que iria esperar ele se acalmar pra podermos conversar. Mas como ele ficou jogando coisas no chão (coisas que estragam!) eu fiquei sem ação. Achei que não devia permitir aquilo e tentei segura-lo para que não fizesse mais. Parece que tudo o que eu fazia apenas piorava. Em determinado momento eu já estava sem paciência e deixei ele com meu marido para que eu pudesse me acalmar. Depois de muito tempo (passou mais de uma hora), após deixarmos que ele ficasse sozinho na sala (nossa presença parecia apenas deixa-lo ainda mais furioso!) eu percebi que ele estava mais calmo. Fui até ele, olhei nos seus olhos e disse que não queria brigar, que só queria dar um abraço. Fiz isso e ele olhou pra mim com aquela carinha de anjo que tem e falou “vamos fazer as pazes?”. Claro que eu disse sim, mas ao mesmo tempo sabia que aquilo não podia passar em branco. Meu marido e eu conversamos com ele explicamos que, por causa desse comportamento inadequado ele ficaria a semana toda sem ir na casa da prima e sem assistir Netflix. Ele entendeu que aquele era um castigo adequado para o comportamento dele e não questionou.
    No entanto, no dia seguinte, estávamos chegando em casa ele e eu (depois de eu pega-lo na escola) e, antes mesmo de eu abrir a porta de casa ele já começou a gritar porque queria assistir Netflix. Eu mantive minha palavra e disse que não, que esse era o castigo pelo comportamento dele. E aí começou tudo de novo. Até o computador ele jogou no chão. Foi horrível. Ele me bateu, me chutou, berrou, fez de tudo. Quando ele me deu um tapa na cara eu tive uma reação instantânea e fiz o mesmo. Choro só de lembrar. Sinto um remorso horrível e não consigo me perdoar. Ele me olhou sem entender nada e gritou mais ainda. Tive que sair de cena porque não tinha mais condições de continuar lidando com ele. Após bastante tempo ele se acalmou sozinho e foi conversar comigo.
    Isso tudo é pra perguntar: o que foi que eu fiz de tão errado? O que podemos fazer numa próxima vez que isso acontecer? Nosso filhinho tão carinhoso, que diz “eu te amo” sem ninguém pedir, que olha pra mim e diz que eu sou fofinha, vira um pequeno ogro de uma hora pra outra e eu só quero sair dali e não ter que lidar com isso, mas eu não posso, eu tenho que lidar. Mas como???
    Pra completar: nosso Lucas tem 5 anos.

    Clarice

Os comentários estão encerrados.