Suas expectativas são o problema. Não seu filho.

 

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Há três situações em que as expectativas podem sair de sincronia com a vida real. A primeira delas é a nossa visão geral da vida em família. Os pais muitas vezes começam a criar uma imagem de família em sua imaginação antes mesmo de a criança nascer. Durante a gravidez ou o processo de adoção, os pais sonham acordados com sua futura famílila.

Esse devaneio se concentra nas alegrias que esperamos da maternidade ou paternidade, raramente incluindo o desagradável ou mundano – que são uma parte significativa da vida real. A realidade sempre difere acentuadamente das expectativas já desde o início – um parto difícil, depressão pós-parto, uma adoção demorada, noites sem dormir, bebê com cólica e assim por diante.

Outra área em que as expectativas entram em colapso tem a ver com a disciplina diária e os problemas de comportamento. Embora vejamos uma multidão de crianças tendo ataques de raiva durante nossa vida, embora tenhamos presenciado crianças respondendo asperamente para os pais, embora saibamos que as crianças fazem bagunça, reclamam e brigam e embora cada um de nós também tenha se comportado mal na infância, de alguma forma temos em nosso subconsciente a expectativa de que nosso filho será diferente. Achamos que se amarmos nossos filhos o suficiente, eles sempre nos amarão no mesmo grau, sendo bons. Então, quando nossos filhos têm um ataque de raiva, jogam a comida no chão ou quebram as regras propositalmente, somos surpreendidos pela enorme diferença entre as nossas expectativas e a realidade.

A última das nossas expectativas distorcidas tem a ver com a nossa visão de como devemos ser como pais. Sempre definimos objetivos altos para nós mesmos, sem sequer percebermos. Criamos esses objetivos observando nossos pais, vendo outros pais e lendo ou fazendo cursos. Podemos concordar plenamente com os fundamentos das técnicas de criação de filhos positiva e planejar o uso de habilidades em que acabamos gritando, implorando, ameaçando, subornando e falhando de forma miserável com as técnicas nas quais acreditávamos totalmente.

Essas discrepâncias entre expectativa e realidade criam uma caverna que muitas vezes, de maneira inconsciente, é preenchida com raiva. Quanto maior a caverna, mais espaço para a raiva. Em outras palavras, quanto mais distante a realidade estiver da sua expectativa, maior a chance dessa lacuna ser preenchida pela raiva ou outras emoções desagradáveis.”

Elizabeth Pantley, em Soluções para Disciplina sem Choro.

Ajuste suas expectativas!

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