Se você não bate em seu filho, então não o educa? Em vez de bater, o que fazer?

Se você não bate em seu filho, então não o educa?

Não, é o oposto!
Ao abandonar as palmadas, você se vê obrigado a procurar alternativas, a aprender a conversar com seus filhos de uma nova maneira- mais cooperativa, mais empática, menos violenta. Você se verá obrigado a não ‘matar’ mais o diálogo, que é o que acontece sempre que se usa de palmadas.

Isso pode levar tempo, demandar paciência e criatividade. Mas vale tanto a pena!

Algumas dicas nesse texto abaixo:10177926_640918509320333_3322217572024347290_n

 

Em vez de bater, o que fazer?

Fonte: http://www.peggyomara.com/2013/08/18/instead-of-spanking/

Por Peggy O’Mara

Tradução de Mariana Noronha e Anna Galafrio

 

No início eu batia nos meus filhos.

Eu nunca me senti bem com isso, mas não sabia o que mais podia fazer. Pensei que bater era eficaz, porque depois da palmada eu recuperava o controle da situação. Eu acreditava que tinha que bater nos meus filhos, a fim de controlá-los, e ter o controle me parecia tão importante naquele tempo.

Mas simplesmente não parecia certo agir assim.

Abandonar as palmadas obrigava-me a estar disposta a reconhecer que, em conflitos com os meus filhos, as minhas próprias atitudes ou crenças podiam estar contribuindo para aquele conflito. E então eu tive que aprender a falar com eles de uma forma nova – mais cooperativa. E isso levou tempo.

CONVERSANDO DE UMA NOVA FORMA

Aprender a me comunicar com os meus filhos de uma forma diferente significava que eu tinha que me acostumar a me sentir confortável com emoções fortes e estar disposta a conversar sobre qualquer coisa. Também tive que aprender a lidar com a raiva e a me reconciliar com meus filhos depois do conflito.

Não são tarefas fáceis. Quando percebemos que nossos filhos também têm boas razões para o seu comportamento, por mais equivocado que possa parecer, isso nos permite abordá-los com compaixão. Dessa forma, estamos mais propensos para estruturar os nossos argumentos como sugerido por Haim Ginott décadas atrás :

• Expresse nuances de raiva, sem nuances de insulto.

• Discuta a situação, e não o caráter da pessoa .

• Discorde sem ser desagradável .

• Mude um clima, não um espírito.

SIMPLESMENTE DIZER NÃO ÀS PALMADAS

Apesar das evidências irrefutáveis da ligação entre as palmadas e as desordens mentais, bem como os exemplos de 33 países que proibiram punição corporal em crianças, mais de 90% de nós, nos EUA, continuam a bater.

Nós batemos principalmente em crianças menores de cinco anos e fazemos com pouca frequência, uma ou duas vezes por mês.

A maioria de nós bate porque apanhou, porque esperamos que nós mesmos sejamos capazes de controlar o comportamento dos nossos filhos, e porque não sabemos mais o que fazer.

Talvez você queira parar de bater, mas acha que deve esperar até que tenha descoberto alguma coisa melhor para fazer. No entanto, é parar de bater que permite encontrar outras soluções.

 

Aqui estão algumas alternativas para a punição. ALTERNATIVAS ÀS PALMADAS:

• Apontar uma forma de ajudar.

• Expressar forte reprovação ao ato, sem atacar o caráter.

• Declarar suas expectativas.

• Mostrar a seu filho como fazer as pazes.

• Tomar uma atitude.

• Permitir que seu filho experimente as conseqüências de seu próprio comportamento.

• Ser solidário com a criança. Seja compassivo, mas mantenha a sua decisão.

• Dê um aviso prévio.

• Dê instruções específicas. Diga o que limpar, e não apenas para “limpar”.

• Pergunte ao seu filho se você pode ajudar.

• Não reforce algum comportamento negativo/irritante dando muita atenção a esse comportamento.

• Não faça nada.

• Enfrente um problema de cada vez. Corrija um comportamento de cada vez.

• Use seu senso de humor.

• Dê a si mesmo tempo para crescer e mudar.

• Seja afetuoso.

• Certifique-se de que as crianças estão dormindo o suficiente.

• Use a Regra de Ouro para as crianças: Faça com eles como você gostaria que fizessem com você.

• Transmita respeito.

• Não dê muita atenção para as divergências que realmente não importam.

• Não faça pelos seus filhos o que eles podem fazer por si mesmos.

• Agende tempo para a família.

• Use frases que se refiram ao EU adulto, onde o adulto expressa o sentimento e as possibilidades. Nunca use frases que digam que a criança é a responsável pelos seus sentimentos.

• Não recompense comportamentos inadequados.

• Prefira o estímulo e elogios sinceros a elogios vazios.

• Pare e pense antes de agir.

• Não faça um grande drama por coisas derramadas e acidentes.

• Reconheça o comportamento positivo.

• Às vezes, basta ouvir e ser compreensivo. Você pode ser compreensivo para ambos os lados.

• Esteja disposto a mudar sua mente.

• Diga “sim” tanto quanto possível.

• Obtenha apoio e inspiração como um pai/mãe para que você se lembre que tem escolhas.

• Continue a pensar em seu filho como uma pessoa emocionalmente igual a você e encontre uma solução.

• Basta dizer “não” a palmada.

No final das contas, nós queremos preservar o relacionamento íntimo e saudável com os nossos filhos até a vida adulta e, para isso, dando-lhes orientação correta durante a infância. Acredito que uma boa maneira de fazer isso seja por meio do incentivo para a cooperação, em vez de bater ou castigar.

Alguns argumentam que a autoridade dilui, mas essa não tem sido a minha experiência.

Assumi minha capacidade de ter a responsabilidade como mãe, e não de usar de castigos, e foi isso que me deu autoridade com meus filhos.

Disciplina severa produz conformidade baseada no medo, que não é tão duradoura como a cooperação voluntária com base no afeto.

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