Desligue a TV e deixe a criança ser criança – Semana do Brincar

10402529_641694425915103_4537407215826584429_nSemana Mundial do Brincar 25 a 31 de maio – 2014

Hoje se encerra a Semana Mundial do Brincar e nós, daCrescer Sem Violência, desejamos sinceramente que as dicas e reflexões compartilhadas nesta página ao longo da semana tenham sido úteis, perdurem e sirvam para aumentar ainda mais a conexão entre pais e filhos. As crianças que melhor se comportam são aquelas que verdadeiramente sentem o amor, o vínculo, a presença e o respeito de seus pais. Vamos permitir às crianças que sejam crianças! Que sejam felizes, que possam brincar. Não devemos puni-las por serem crianças e se comportarem como tal; devemos compreendê-las, aceitá-las e apoiá-las para que vivenciem a infância de forma plena, equilibrada e feliz.

Segue uma última reflexão sobre o tempo para brincar: um tempo único, que não deve ser desperdiçado com expectativas irreais e ilusórias do mundo adulto.

Boa leitura para todos e que a felicidade e a diversão possam sempre estar presentes no dia-a-dia de nossos filhos.

“A impossibilidade de brincar representa para a criança simplesmente a não possibilidade de viver a infância! Brincar é coisa muito séria!”

Assim como um prédio que depende da boa estruturação de sua fundação e base, o adulto é também resultado das experiências vividas na infância. A infância é a sustentação para o adulto.

Assim, a criança que não tem tempo para brincar, não tem tempo de ser criança e viver a infância, e assim, “pula” a mais importante das fases do desenvolvimento humano.

Para a criança, o brincar é tão importante quanto trabalhar é para o adulto. O lúdico é a linguagem da criança e a brincadeira é fundamental para seu desenvolvimento saudável. Esse é um espaço no qual a criança se permite tudo. No universo lúdico ela pode fazer coisas que no mundo real ainda não consegue fazer. Ela pode pilotar um avião, cozinhar, cuidar de um bebê, construir um prédio, viajar ao espaço, enfrentar dragões, resgatar animais etc.

E é com toda essa experimentação que a criança vai conhecendo o mundo que a rodeia. Ela aprende sobre limites e possibilidades, propriedades dos objetos, regras de convívio em sociedade, a encontrar soluções para diferentes questões, modos de lidar com conflitos, entre tantas outras infinidades de questões.

Ao longo do tempo tenho percebido que são poucos os pais que realmente compreendem e valorizam a importância do brincar para o desenvolvimento físico e psíquico do seu filho. A maioria ainda limita a brincadeira infantil a um simples passatempo para preencher o tempo ocioso, ou seja, consideram o brincar da criança como algo irrelevante.

Na busca pela “produtividade” optam por matricular seus filhos em aulas de natação, idiomas, computação, entre tantas outras atividades oferecidas pelo mercado atual, mas se esquecem do fundamental, que é onde a criança aprende mais e melhor: na brincadeira!

Quando pensamos em nossa infância normalmente lembramos de nossos amigos, das brincadeiras, do tempo livre, dos espaços que tínhamos, enfim. Mas questiono-me se as crianças de hoje terão essas mesmas boas lembranças quando forem adultas. Os pais devem entender a diferença entre estímulo e sobrecarga.

A constante preocupação em oferecer aos filhos o máximo de atividades, e preencher seu tempo com as mesmas pode trazer estresse e exaustão às crianças. Alguns dos sinais que demonstram que a criança está fazendo atividades em excesso são: sono constante, cansaço, irritabilidade e até agressividade sem motivo aparente. É preciso haver equilíbrio nas escolhas.

Garantir tempos e espaços apropriados tanto para o livre brincar quanto para o brincar dirigido da criança é garantir o direito dela se desenvolver plenamente, de modo saudável. É promover um ambiente saudável e apropriado para o desenvolvimento da criança. E quando falo em brincadeira, refiro-me às brincadeiras de bola, corda, bambolê, ou seja, àquelas brincadeiras que demandam movimento corporal, raciocínio, investigação…

Atualmente, praticamente não se encontram espaços para exploração e descoberta das crianças. Os pais receiam que elas se machuquem, incomodam-se por elas se sujarem, não têm paciência para doar seu tempo a essa atividade. Além disso, insistem em dar para as crianças brinquedos que praticamente brincam sozinhos! Fazem barulhos, piscam luzes, mas não promovem desafio nenhum para as crianças. Os videogames, computadores e até celulares tomaram conta da vida das crianças e adolescentes, enquanto o essencial está sendo perdido. E então vemos crianças diagnosticadas com hiperatividade, dislexia, desinteressadas pelos estudos, leitura, viciadas em computadores e eletrônicos, deprimidas, obesas, com taxas altas de colesterol, estressadas etc.

Movimentar o corpo é essencial para o ser humano e muito mais para a criança! E quando digo movimentar o corpo, refiro-me também ao cérebro! Nosso cérebro também precisa de exercícios! Assim, quanto mais tempo a criança tiver para brincar mais benefícios terá! A brincadeira promove a criação de uma nova relação entre situações do pensamento e situações reais.

Essas brincadeiras que, aparentemente são simples, geram uma enorme gama de aprendizagem para a criança. Elas são riquíssimas fontes de estímulo cognitivo, social e afetivo da criança, além de representar uma ferramenta para a autoexpressão.

A maioria dos pensadores e educadores que trabalham com este tema ressalta a importância da brincadeira no processo de aprendizagem e socialização. Assim, ofereça a seu filho a mais importante e significativa ferramenta de desenvolvimento que ele precisa, que é o livre brincar!”

Larissa Fonseca (~ via Brinquedos Waldorf)

#crescersemviolencia

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2 respostas para Desligue a TV e deixe a criança ser criança – Semana do Brincar

  1. Pingback: Desligue a TV e deixe a criança ser criança | Biblioteca Virtual da Antroposofia

  2. Minha irmã é desse jeito quase nunca sai pra brincar na rua

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