Desligue a TV e use a imaginação – Semana do Brincar

10301586_640534122697800_8229643023678747123_n“A infância é o tempo de maior criatividade na vida de um ser humano!” (Jean Piaget)

Brincar é tão sério para a criança quanto trabalhar é para o adulto.

Trabalhando, o adulto transforma o mundo; brincando, a criança transforma a si mesma, aprimora sua organização física e aprende a ser gente.

Para ajudá-la a se desenvolver de forma plena e saudável, o adulto deve compreender as diferentes fases da infância, que se expressam no brincar.

A primeira fase se estende até o terceiro ano de vida. O primeiro brinquedo é o próprio corpo (mãos, pés, tronco, etc.), brincar é aprender a andar: arrastar-se, engatinhar, equilibrar-se, pular etc… Tão logo a criança aprende a se locomover, o ambiente se torna seu grande brinquedo. Ela toca, experimenta e descobre as funções dos objetos. Para isso, incansavelmente abre e fecha gavetas, portas, janelas e torneiras, acende e apaga a luz, se esconde e reaparece, enche e esvazia recipientes, constrói e destrói torres de toquinhos… Depois vem a etapa do “Eu também”. Deseja, então, ficar sempre ao lado de um adulto e imitá-lo. Não lhe interessam ainda a intenção ou o propósito da ação, mas sim o movimento puro.

A segunda fase vai dos 3 aos 5 anos. A fantasia emerge do interior da criança, estimulada por elementos do mundo externo. Por meio da imitação, ela reproduz em seu brincar o trabalho dos adultos: é a fase do “Eu sou”, a mamãe, o papai, o mecânico, o motorista, o medico, a professora… Os objetos variam de função segundo a atividade que ela imita, e para ela são vivos. O mais importante nessa fase é o processo, não o resultado. A criança constrói incansavelmente e ainda não é capaz de se concentrar por muito tempo.

Na terceira fase, dos 5 aos 7 anos surge a representação mental. A criança representa fielmente aquilo que já presenciou e compreende a relação de causa e efeito. Planeja seu brincar e o desenvolve coerentemente com princípio, meio e fim. Procura no ambiente objetos específicos que possam atender suas necessidades. Os meninos, com técnicas, fazem construções elaboradas. As meninas, agora com senso estético mais elaborado, enfeitam suas casinhas, mesas e o ambiente. A motricidade fina desenvolve-se e as crianças gostam de ajudar nas tarefas domésticas: cozinhar, lavar, varrer, cuidar das plantas e das crianças menores. O importante nesta fase já não é só o processo, mas também o resultado.

O que o adulto pode fazer para favorecer o brincar sadio e construtivo? Antes de tudo, ele deve prover espaço para a criança exercitar seu corpo (rolar, equilibrar-se, subir, descer, virar cambalhotas) e promover o contato com a natureza e seus elementos (ar, água, terra, fogo, plantas e animais). Ter critérios na seleção dos brinquedos é também crucial.

Na primeira fase, a melhor opção são os brinquedos grandes e simples, eles não tem o risco de serem engolidos e podem ser melhor assimilados, para os bebês, bastam paninhos e objetos grandes que possam usar de mordedor, para os um pouco maiores, colheres de pau, panelas, cestos, bolas de tecido, panos coloridos e sementes grandes são algumas sugestões. Nessa fase, a criança gosta de brinquedos que possam ser puxados por barbantes ou empurrados por uma varinha comprida. Bonecas bem simples e artesanais, feitas de pano, propiciam o início do exercício amoroso de lidar com outro ser humano.

Na segunda e na terceira fase, os brinquedos podem ser basicamente os mesmos, a sua utilização é que varia de acordo com a idade. Os brinquedos adequados são os mais versáteis e que permitem a livre projeção da fantasia infantil, quanto menos definidos em sua forma melhor, raízes, troncos, pinhas, sementes, conchas, pedras coloridas e outros elementos da natureza são de uma riqueza inestimável nessas fases. Panos de algodão para armar cabanas e criar paisagens, capas e coroas para fantasias são motivos de festa. As bonecas, artesanais, devem ser mais elaboradas que as da primeira fase. Outra sugestão são bichos e bonecos, também artesanais, para teatrinhos. Crianças de 5 à 7 anos gostam de pular corda e andar de perna de pau, atividades que desenvolvem a motricidade grossa.

Todos os brinquedos deveriam ser feitos de materiais naturais, por serem muito mais ricos de cores, texturas e odores que os materiais sintéticos, eles refinam os sentidos. Quando tocados, estimulam os processos orgânicos do corpo, pois foram criados de forma viva. Além de todas essas experiências sensoriais, eles transmitem autenticidade, qualidade que tem implicações muito profundas na vida psicológica infantil, pois favorece o desenvolvimento de uma relação de confiança, respeito e devoção com o mundo ao redor.

(Simone Dantas, via Brinquedos Waldorf)

Aqui estão algumas sugestões de atividades para estimular a criatividade das crianças:

http://cirandamaterna.blogspot.com.br/2012/08/50-atividades-para-criancas-de-2-4-anos.html

http://www.buzzfeed.com/mikespohr/33-atividades-abaixo-de-u10-que-manterao-seus-fil

Divirtam-se!

#crescersemviolencia

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