Aos adultos:

10170994_620498044701408_3479242780101719202_nEm seu livro, Inteligência Emocional e a Arte de Educar nossos filhos, o pesquisador e psicólogo Jhon Gottman afirma que a maioria das teorias educativas de hoje desconsideram o mundo da emoção. Elas abordam o mau comportamento infantil, mas não dão importância aos sentimentos que estão por trás deste mau comportamento. No entanto, o objetivo primordial da educação infantil não deveria ser apenas formar crianças obedientes e cordatas. Quase todos os pais almejam muito mais que isso para seus filhos. Desejam que eles sejam pessoas direitas e responsáveis que contribuam para a sociedade, que sejam suficientemente fortes para fazer suas próprias escolhas, que gozem o que conquistaram com o próprio talento, que aproveitem a vida e os prazeres da vida, que tenham bons amigos, façam bons casamentos e sejam bons pais.

John Gottman diz:

“Em minha pesquisa, descobri que o amor, por si só, não bastava. Muitos pais carinhosos e presentes às vezes tinham uma postura diante das próprias emoções e das de seus filhos que os impedia de conversar com as crianças quando estavam tristes ou com medo ou irritados. Embora o amor por si só não bastasse, a canalização desse amor para algumas técnicas básicas praticadas por pais como se fossem preparadores emocionais de seus filhos era suficiente. O segredo era o modo como os pais interagiam com os filhos quando as emoções se exacerbavam.”

Os pais preparadores emocionais conseguem ajudar seus filhos a se tornarem pessoas ‘emocionalmente inteligentes’; ou seja, capazes de regular seus próprios estados emocionais. São crianças que se acalmam mais rápido; por este melhor desempenho na fisiologia individual envolvida no processo de acalmar-se, são menos sujeitas a doenças infecciosas; com maior facilidade de concentração, relacionam-se facilmente com os outros, mesmo em situações sociais difíceis comuns na infância; compreendem melhor os outros, têm mais facilidade de fazer amigos e apresentam melhor desempenho na escola.

O treinamento da emoção nos dá uma estrutura baseada na comunicação emocional. Quando compreendem os filhos e os ajudam a lidar com sentimentos negativos como raiva, tristeza e medo, os pais constroem elos de lealdade e afeição. Neste contexto, embora os pais preparadores emocionais efetivamente imponham limites, a preocupação primordial já não é com o comportamento. Aceitação, obediência e responsabilidade vêm do amor e da ligação que a criança sente em sua família. Assim, as interações emocionais entre os membros da família passa a ser a base da transmissão de valores e da formação de pessoas corretas. A criança se comporta de acordo com padrões familiares porque seu coração lhe diz que o bom comportamento é o que se espera; que quem pertence ao clã tem de viver de acordo com determinados padrões.

Através da investigação científica detalhada em sua obra, Gottman e seus colegas comprovaram que a preparação emocional ministrada pelos pais faz uma diferença significativa no sucesso e na felicidade das crianças.

O autor conclui que a chave para o sucesso na criação de um filho não está em teorias complexas, regras familiares elaboradas, nem em fórmulas de comportamento complicadas. Ela se baseia nos sentimentos mais profundos de amor e afeição por seu filho e é demonstrada de maneira simples através de empatia e compreensão. Os bons pais começam agindo com o coração, e assim continuam a cada momento, apoiando os filhos quando os ânimos se exaltam, quando eles estão tristes, irritados ou com medo. Em essência, ser pai ou mãe é estar presente (física e emocionalmente) nos momentos importantes.

Afinal, tudo o que as crianças mais precisam é de compreensão, segurança, presença e amor de seus pais! 

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