Você sabe a diferença entre castigo e consequência?

Você sabe a diferença entre castigo e consequência?

Como você lida com os erros dos/as filho/as?1471315_558347964249750_1797481352_n

E com os erros de outros adultos?

 Há uma clara confusão conceitual entre o que é castigo e o que é consequência, e também sobre o que é mais adequado na educação infantil. Nesse texto iremos avaliar as diferenças e consequências de ambas ações e esclarecer quais atitudes tem mais relevância na disciplina positiva e educação a longo prazo.

Disciplina x castigo: qual é a diferença?

Significado de Castigo: Pena, correção severa; punição.

 Castigos físicos (bater), verbais (ridicularizar a criança, xingar, gritar, humilhar), isolar em cantinho ou quartinho ‘do pensamento’: são todas ações que visam modificar o comportamento da criança. O castigo pode ser comparado a uma mera retaliação, pena, punição, fazer “pagar” com algo que objetiva, e para tal trazer desagrado, incômodo ou dor (caso da punição corporal), sendo que ato e resultado dele advindo não comportam nenhuma relação, nenhum nexo de causalidade.

 Ou seja, o propósito de castigar é fazer com que a criança se comporte exatamente como queremos, e para tal usam-se métodos dolorosos ou desagradáveis – ou seja, punição positiva (Inserir algo que tem efeito aversivo para punir um comportamento, por exemplo: dar uma palmada na criança que tenta por a mão na tomada. Como a criança não gostará de apanhar, poderá diminuir a frequência de tentar por a mão na tomada. A palmada é um estimulo aversivo). O castigo, no máximo, traz uma”consequência” artificial, indissociável da ideia de punição ou retaliação.

 Um exemplo é o castigo onde a criança é isolada da ação que fez, sem explicações (colocar o dedo na cara e mandar sentar no ‘cantinho do pensamento’). Mandar para esse cantinho é uma ação arbitrária, onde se castiga a criança com isolamento por tantos minutos quantos forem sua idade, uma atitude autoritária e meramente punitiva.

 O castigo é mesmo a forma mais efetiva de resolver a questão? A criança entendeu o que ela fez de errado? Os pais verbalizaram isso? A criança também teve a chance de verbalizar o que sentiu naquele instante? E então a família reviu os combinados e as regras diárias?

 Se o comportamento da criança muda devido aos castigos, é provável que seja por medo dos mesmos, e não por um aprendizado real. Ou seja, castigos não são efetivos em realmente educar.

 Além disso, crianças estão desenvolvendo seu cérebro, são imaturas em muitos sentidos. Deixar uma criança com cérebro imaturo e que precisa de empatia para aprender a lidar com seus sentimentos (ambos bons e ruins) sozinha ‘pensando’ em seus erros não funciona para esse propósito.

 Outros exemplos de sanções expiatórias/punitivas (castigos propriamente ditos): “Conversou durante as aulas, atrapalhou? Vai copiar mil vezes esta poesia no caderno, menino!” “Mentiu para o pai, foi indelicado com a mãe? Vou agredir-lhe o físico (dar palmadas, tapões, puxões de orelha, etc. – infligir dor) para que seja franco e “respeitador” conosco…”;”Está usando palavras grosseiras, palavrões com os seus amigos? Vai ficar sentado sozinho no quarto…”; “Não teve cuidado e estragou as suas coisas, como já tanto adverti? Vai ficar sem ir ao seu recital de música ou evento esportivo…”, etc. São exemplos de punições, que nada tem a ver com o ‘erro’ da criança…

O cantinho do pensamento (ou disciplina)

No cantinho da disciplina (‘time out’, um tipo de castigo), a criança é isolada num canto recebendo uma punição, por algo que ela fez e fica “pensando” sobre algo que ela não sabe ao certo o que “pensar”. É provável que a criança não fique lá no seu castigo ‘pensando’ no seu erro e aprenda de fato como ela deveria ter agido. Sem diálogo, sem empatia, somente com isolamento, ela não obteve orientação.

Incentivamos então o oposto: pratique ‘time in’ com as crianças: ouvindo-as, compreendendo-as, passando tempo com elas, usando reforços positivos.

 Uma mãe relata que, na sua infância, quando ficava no ‘cantinho do pensamento’, pensava na vingança a tal atitude. E que portanto esse ‘cantinho’ ensina a criança a ser cínica, pois ela aprendeu a mentir para se fingir de arrependida (quando esse não era o sentimento genuíno). Logo, embora tenha recebido muitos castigos físicos e psicológicos, não observaram resultados em sua educação.

Nesse sentido, podemos sugerir que castigos de isolamento ensinam o oposto de responsabilidade e valores de ética para a criança.

Consequências: ações diretamente relacionadas com o ato

Por outro lado, consequência é decorrência lógica, que estabelece nexo entre a natureza do ato incorreto da criança, e um resultado análogo, que faz sentir o alcance do ato considerado indevido.

Na escola, na vida, entre adultos, temos consequências para todos, quase sempre bem fundamentadas, racionais e coerentes, que tenham a ver diretamente com a conduta, e que possibilitam a reciprocidade e os elos sociais.

 Os castigos, por não conter significado algum (além da mera idéia de punição), não tem o poder de transformar consciências, autonomia para agir ou deixar de agir, justamente porque não é elucidativo. Simplesmente não ensina nada, além de fazer conter, parar.

Quando usamos consequência, ensinamos a criança a lidar com (você adivinhou!) as consequências dos seus atos. Cabe lembrar que nós devemos ajudá-la nessa tarefa, conforme sua maturidade de entender e de agir.

 Exemplos: derrubou comida ou suco no chão? Tem que limpar, mas no início você (mãe ou pai) ajuda a limpar, e com tempo e maturidade eles o fazem sozinhos. Não fez lição de casa dentro de um combinado? Vai fazer então e não assistir a TV. Quebrou algo? Ajude a consertar. Brigou com o irmão? Vai se desculpar. Foi mal na escola, porque não estudou, não quis aproveitar o seu tempo? Ficará em casa sem aquela atividade (videogame, casa de amigos) ou passeio desejado, para poder fazer aquilo de que está precisando (estudar)… (Ou o leitor dirá que ser responsável, fazer o que se precisa, por razões óbvias, naquele momento – estudar – é “castigo”?); propor soluções para a compensação ou reparação de sua falta (sujou a sala toda, quebrou um objeto? Vamos ajudar a limpar, tentar colar suas peças, consertar? O que podemos fazer a respeito?); renunciar a brincar, jogar diante de uma postura de trapaça impenitente (sanção que as próprias crianças praticam muitas vezes entre si); demonstrar desagrado e desapontamento diante de uma mentira, porque ela torna impossível a confiança mútua. E assim por diante.

 Enfim, fazer funcionar a reciprocidade, para fazer entender o alcance de seus atos. E se a criança está descumprindo as regras, combinados, é hora de reavaliar essas regras em família, e não colocar a criança de castigo.

 Responsabilidade é castigo?

Não, responsabilidade não é castigo, é educação. Arcar com as consequências não é castigo. Se o que queremos é educar, ensinar a lidar com as diferentes situações, ensinar que tudo que fizermos (certo ou errado), tem consequências, fazê-los sentir essas consequências é extremamente saudável. Pensar não é castigo tampouco.

 Ou seja, ao aplicar consequências, estamos usando disciplina positiva que ajuda de fato a criança a controlar seu comportamento, suas emoções, que trabalha sua auto-estima, que mostra um bom exemplo de como resolver problemas. Por fim, a criança aprende o que é certo ou errado, e não age apropriadamente somente por medo de castigo.

 Por exemplo, aprendem a ser honestos porque entenderam que é errado ser desonesto, e não porque têm medo de que descubram as mentiras.

Ou seja, responsabilidade e valores de ética não são castigos, e não devem ser passados como tal para as crianças.

E uma vantagem óbvia na disciplina positiva é que, conforme vamos educando dessa forma, precisaremos menos e menos intervenções, pois elas aprendem responsabilidade.

 Por isso não aconselhamos associar a palavra castigo com responsabilidade, e não faz sentido usar a palavra castigo para consequência. Senão, a criança pode crescer achando que arcar com as consequências dos seus atos é castigo, e quando chegar na idade adulta só terá responsabilidade se for castigada?

 É difícil educar usando consequências ao invés de castigos?

É compreensível que muitos pais se recusem a usar consequências e mandam logo para o castigo. Dá trabalho ficar pensando em consequências lógicas o tempo todo, é preciso muita paciência e às vezes criatividade!

Se os pais estão acostumados com disciplina autoritária (simplesmente dizer às crianças o que fazer, sem abertura para questionamento) então é difícil mesmo.

Mas, uma vez que se dá a criança a chance de experimentar as consequências de suas ações, um aprendizado real vai acontecendo. Vale a pena. A mensagem que estamos dando aos filhos é “você é capaz de pensar por si só!”

 Um exemplo prático – se o pai diz com uma voz brava ao filho: “Guarde seus brinquedos senão não tem TV hoje à noite” ele não está estimulando o filho a tomar uma decisão responsável. Por outro lado, se ele disser, numa voz calma e amigável: “Filho, você pode assistir TV assim que terminar de guardar seus brinquedos, ok?” então esse pai está dando ao filho uma escolha.

O segredo de usar consequências é sempre se manter calmo. Não dá para aplicar consequências no momento da raiva, pois isso se assemelharia a dar castigos.

Portanto, consequências são oportunidades de aprendizado, enquanto que castigos não.

 A melhor parte de dar a criança uma escolha e permitir que ela sinta as consequências de uma escolha ou outra é saber que assim se educa verdadeiramente a longo prazo.

 Não castigar é ser permissivo? Às vezes o castigo é necessário?

Acreditar que educar com amor é igual ao permissivismo (permitir que o filho faça o que quiser) é o pior erro de interpretação em relação à disciplina positiva.

 Uma sugestão de ótima leitura sobre empatia e como ajudar as crianças a entender e lidar com seus sentimentos é ‘Inteligência Emocional e a arte de educar os filhos’, de John Gottman. Impossível ler esse livro e concordar com castigos.

 Autoritarismo x autoridade amorosa

Muitas pessoas foram criadas no paradigma do autoritarismo: “faça porque eu estou mandando”… “não quero saber de porquês, é porque eu estou mandando e pronto!”

Talvez o leitor se lembre o quão frustrante é ouvir isso.

Entretanto, muito mais efetivo do que castigar as crianças, é importante explicar a elas de forma bem clara e explícita as regras do jogo. E se essas regras forem quebradas por quem quer que seja, quais são as consequências disso, para todos.

 Um adulto olhando a criança do alto com o dedo apontado para ela não representa uma atitude de educação. Seria melhor se o adulto estivesse na mesma altura que a criança e segurando suas mãos, por exemplo. Este “olho no olho” tem um poder de comunicação maior do que todos os castigos. E não se trata de autoritarismo, e sim de autoridade amorosa.

 No calor do momento, um isolamento pode ser necessário antes do diálogo

Um verdadeiro aprendizado acontece quando se consegue mostrar que o diálogo favorece a resolução do conflito, leva a criança ao autoconhecimento, ao contato com seus sentimentos e ao do outro. No calor da emoção a criança pode estar muito nervosa, agressiva, cheia de energia, então não é um bom momento para resolver o conflito, então pode-se trocar o cantinho para: “Mamãe percebe que você está muito nervosa e precisa se acalmar, por favor vá para o seu quarto, quando se acalmar você pode voltar para conversarmos”. É comum que as crianças vão para o quarto choram, gritam e depois voltam calmos e a conversa é possível.

A diferença entre “você vai pensar” e “sinto que você precisa se acalmar” é imensa, a criança não se sente oprimida, obrigada a ficar num determinado lugar, se sente respeitada e entende que ela precisa de um tempo e um espaço para se acalmar. Até nós fugimos do controle em determinado momento, imagina eles?

Mas após tudo isso é necessário resolver as questões (dialogar), sofrer as consequências (sujou? tem que limpar…quebrou? tem que recolher…ofendeu? tem que se desculpar). A criança não vai mandar na casa se você respeitá-la, muito pelo contrário será sua parceira diária, criança quer limite, quer aprender a lidar com o mundo que a aguarda.

 

Isolar separado ou junto?

Uma mãe relata que o filho tem os momentos em que ele precisa pensar na atitude que teve, e ele mesmo se dá esse momento. Mas nunca esse momento é isolado, os pais ficam junto a ele. Esse momento de pensar ajuda a aliviar a tensão e a mudar o foco, e não é visto como um castigo (termo que nem é utilizado nessa família).

No relacionamento crianças x adultos

Vamos pensar: no relacionamento com colegas de trabalho, ou com amigos, ou companheiros de algum jogo, se pedimos algo a eles e eles não fazem imediatamente, ou se eles cometem um erro, como reagimos?

Gritamos? Os colocamos de castigo? Colocamos o dedo na cara deles? Damos uma ‘palmadinha’?

Ou conversamos, tentamos conseguir deles o que queremos ou apontamos seus erros na base do diálogo, do convencimento? É bem provável que procuramos ter essa relação de respeito com os colegas, que não envolve uma postura autoritária.

Porque com nossos filhos não conseguimos ser assim, ou não queremos agir assim?

Porque, na sociedade atual, botar dedo na cara, gritar, botar de castigo é aceitável? Porque com os filhos, aqueles que mais amamos, não procuramos mais diálogo, mais respeito, menos autoritarismo?

Quem só consegue colocar limites nos demais com autoritarismo está sendo razoável ou incompetente? Se você não gosta e se sente desrespeitada se alguém coloca o dedo em sua cara, por que concorda em fazer isso com criança também?

 Uma mãe relata que, quando vão a um restaurante, seu filho é sempre o primeiro a terminar de comer e já quer a sobremesa, só que eles lhe ensinaram a esperar para que possam comer a sobremesa juntos. Se ele tem que esperar para comer a sobremesa, é justo que os pais também esperem para comer a sobremesa se terminarem de comer antes dele, seja onde for.

 Violência emocional

O uso das palavras na família também é muito importante. Uma mãe relata que um dia, quando contava uma história para seu filho, ele lhe perguntou o que significava “desobediência”. A mãe lhe explicou e então ele lhe disse que sempre fazia o que a mãe lhe dizia para fazer, e o fazia porque ‘ele era grande’, e então ‘para não ficar de castigo’.

Os pais perceberam que o uso desses termos negativos ficou muito mais fixo na cabecinha do filho do que os positivos, e combinaram de usar mais expressões positivas, como “você vai ganhar a sobremesa quando tiver terminado de jantar/almoçar” ao invés de expressões negativas “se você não comer tudo, não vai ter sobremesa”, isso é bem mais eficaz em obter o comportamento desejado.

 São os time-ins ao invés dos time-outs. A lição que fica é que precisamos ter cuidado com as palavras sim, pois podem ter significados muito mais sórdidos e horríveis do que imaginamos para as crianças. Com tudo isso, vale a pena refletir que castigos são um tipo de violência, mas não física, e sim emocional.

 Muitas pessoas dizem que não usam a violência contra seus filhos e dizem a eles toda sorte de depreciação e de desconsideração. A criança que cresce em um ambiente assim pode se considerar menos valiosa e desenvolver uma visão negativa de si mesma. ‘Eu sou ruim, eu sou burra, eu faço coisas más, eu não sirvo para nada, eu só erro’..

E consequentemente a criança conclui que é assim, que as pessoas não gostam dela, e no fundo também acaba não gostando de si mesmo.

 Então, exigências de perfeição e críticas negativas acabam com a auto-estima da criança.

 Sem dúvida a comunicação que empregamos é a causadora de muitos males, e também, sobretudo, o não escutar a criança. A criança tem o direito de opinar sobre os assuntos que lhe diz respeito, de acordo com seu grau de maturidade e desenvolvimento. Também devemos incentivar a criança a ser assertiva. Dizer o que sente e pensa sem estar preocupada sempre em agradar. O início da autonomia é construído na Primeira Infância.

Toda criança precisa confiar em sí mesma para desenvolver segurança. A pessoa insegura que quer sempre agradar os outros para ser “querida” passa a vida sofrendo, porque é humano não conseguir agradar a todos sempre.

 Podemos concluir que educação baseada em castigo não é nada além de negligência emocional. Não ensina valores de ética e responsabilidade. Pode levar a criança a aprender a mentir e disfarçar seus sentimentos. Pode levar à baixa autoestima em geral.

 Concluímos com o argumento de que nunca é preciso e adequado colocar a criança de castigo.

 E você leitor, também chegou a essas conclusões?

 Texto organizado por Andréia C. K. Mortensen, com contribuição de várias mães, com agradecimentos a Ana Carolina, Danielle Romais, Gi Brigato, Silmara Cassola Paschoalini, Maria Rosa, Patricia Cunha, Viviane de Medeiros, Vânia Gonçalves, Andréa Mascarenhas, Cynthia Funada Nakamura, Carla Corrêa, Andreia Stankiewicz, Renata Budoia

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13 respostas para Você sabe a diferença entre castigo e consequência?

  1. Maravilhoso o texto. Tenho um filho de 3 anos e uma de 7, infelizmente fiz até bem pouco tempo tudo que aprendi com meus pais, até o momento que eu comecei a sentir que tinha algo errado e não estava funcionando. Me senti frustrada, incapaz e meu descontentamento foi tão grande que fui parar na terapia (claro que hoje tenho consciência que esse foi um ponta pé inicial para uma gama de conflitos que estavam bem guardados, mas enfim…) O fato é que comecei a mudar minhas posturas, sem mesmo saber muito bem como fazer. Entrei em listas de discussão pra pedir ajuda e assim sigo mudando alguns padrões, muito embora ainda recorra aos mesmos erros, como gritar por exemplo. Quando vc menciona no texto sobre o aprendizado da primeira infância, isso me preocupa, pois foi exatamente na primeira infância que eu agi totalmente errado com meus filhos. Estou mudando e cada vez mais atitudes antigas não cabem no meu comportamento de hoje, mas gostaria de uma opinião sobre como posso tornar minhas atitudes mais eficazes a ponto de os erros cometidos na primeira infância não causarem tantos danos aos meus pequenos. Quando eu falo em erros, me refiro exatamente a castigos, gritos, depreciação e até mesmo palmadas.
    Tá lindo isso aqui, não sei como ainda não tinha visto!
    Beijo grande!
    Michele Aquino
    (doula)

    • janandr disse:

      Olá, Michele! Obrigada pelo comentário tão positivo. Esse blog é um “espelho” da página Crescer sem Violência no facebook. Nós somos um grupo de mães de diversas áreas, que faz desse espaço um lugar para compartilhar informações importantes sobre disciplina positiva e criação com apego, muitas de nós trilharam o mesmo caminho que você e seguimos aprendendo. Perdoe-se pelo que já passou, não podemos nos culpar pelo que não sabíamos e siga nesse caminho lindo que é educar sem violência e tudo vai dar certo! Um abraço!

  2. O texto está excelente, te parabenizo por ele e por trazer elementos importantes para todas as discussões que advieram da polêmica da “Lei da Palmada”. Sugiro uma pequena correção conceitual: acho que você se referiu a “punição positiva” quando escreveu “reforço negativo”.

    • janandr disse:

      Olá Victor, obrigada pela leitura atenta! Realmente reforço negativo não cabe nesse contexto, o texto já foi alterado. Abraço

  3. Camila disse:

    Como é bom apreciar bons estímulos na criação dos filhos. Confesso que até hoje pautei a orientação do meus 3 filhos (4, 4 e 5) em castigos, cantinho da disciplina. Lógico que recebo milhares de elogios de como são bem educados. Mas será que estão frustrados comigo? Preciso dar retorno a eles e a ninguém mais. De qualquer forma, obrigada, muito obrigada.

    • janandr disse:

      Boa sorte, Camila, ficamos felizes que o texto tenha despertado em você essa consciência sobre o ponto de vista da criança. Obrigada pelo comentário! Abraço

  4. Simone disse:

    Sensacional texto, idem aos comentários acima da Michele, tenho um pequeno de 2 e outro de 7, assim que o caçula nasceu o comportamento do maior ficou complicado de lidar e nossa paciência tb, fazemos terapia com ele e tb ajudou e ajuda muito. Mas passamos a entender que crianças tb tem seus dias de stresse assim como nós adultos, porém nos testa ate o limite quando não fazemos o que ele quer, e algumas vezes castigos, gritos, nossa parece até casa de louco eu penso. Depois vem aquele arrependimento. Até que em um dia que perdi a paciência com ele, ele estava em sua cama conversamos sério pois me chamava de chata constantemente e estava muito chorão, que se ele fizesse o combinado comigo e que se eu não tivesse que lhe chamar a atenção 1, 2, 3, 4, 5, e por ai vai as coisas seriam diferentes, se fosse o contrário haveria punições. Resolveu em 50% porém ainda acredito que criança aprende por exemplos e insistência. Nunca pensei que ter filhos exigisse tanto é complicado, mas nunca iremos desistir e sempre que posso adoro ler orientações tal como medidas que auxiliem na educação pois somos seres humanos, erramos e corrigimos constantemente.

    Obrigada

    Simone

    • janandr disse:

      Exatamente, Simone, todos nós podemos cometer erros na educação dos nossos filhos, mas o importante é estar em constante mudança, em constante busca por nos educar… então, se nós, adultos, ainda estamos nos informando e educando, fica fácil entender que a criança também está aprendendo e também pode errar e aprender com os próprios erros, não é mesmo? Obrigada pelo comentário! Abraço

  5. Maria disse:

    Mostrar atitudes positivas as criancas e sempre a melhor educacao que podemos obter das nossas criancas, Fale sempre positivo e nunca negative ajude a estimular atitudes positivas na crianca. Um dia ouvi um pai dizer ” NEVER SAY NO TO MY CHILD”

  6. Tereza disse:

    Amei o texto, tenho um menino lindo, criativo e de personalidade… E me vi como mãe agindo da maneira como eu nuca quis agir… Estava mto triste comigo mesma e sem saber como agir e seus textos iluminaram meu caminho, já coloquei em prática alguns conselhos e já começou a dar resultados, meu filho está bem mais calmo. Mto obrigada!!!

  7. Fabio Hudrys disse:

    Meu sobrinho de 3 anos vai ao banheiro sozinho e na hora de lavar as mãos, não sabemos o q ele faz, mas encontramos o rolo de papel higiênico molhado e jogado no lixo. Os pais dele já conversaram, deixaram no cantinho da disciplina, até já bateram nele e continua acontecendo. Aí quando perguntamos pq ele faz isso, ele diz: pq sim…
    O que nos resta?

    • janandr disse:

      Resta supervisionar. Uma crianca de 3 anos ainda precisa de supervisao constante. Basta levá-lo ao banheiro e auxiliar caso precise de ajuda para lavar as maos ou se limpar. Uma crianca dessa idade desatendida no banheiro pode se acidentar. É muito fácil evitar esse tipo de coisa. Basta supervisionar. E já que ele se interessa pelo papel molhado, que tal fazer papel mache com ele? Uma crianca com atividades variadas e supervisao dificilmente sente necessidade de fazer “experimentos” pela casa. abraco

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